5 tópicos que você deve considerar para trabalhar com Remuneração no exterior
carreira, exterior, remuneracao

5 tópicos que você deve considerar para trabalhar com Remuneração no exterior

No podcast Quinto Dia Útil, já entrevistamos três profissionais que aceitaram desafios fora do Brasil: o Rodrigo Domingues, que é Chefe de Remuneração na Schaeffler, o Tadeu Figueiredo, Gerente Sr. de Remuneração, Benefícios e Folha de Pagamento na Disney, e o Andre Bezerra, que trabalha com Remuneração Total, na Qatar Petroleum.

A história deles nos inspirou a compilar algumas dicas para você que também deseja trilhar carreira no exterior. Vamos lá?

  1. Idiomas

    Esta primeira dica pode parecer meio óbvia (é claro que você precisa de um segundo idioma para morar fora do país), mas há algumas considerações importantes.

    Num primeiro momento, você não precisa ser um expert.

    O André Bezerra, que trabalha em Doha, no Catar, nos contou que, no começo de sua carreira, não falava inglês fluentemente. “Nunca mais peça desculpas por não saber falar minha língua”, essa foi a frase que ouviu, durante uma reunião com americanos, “eles reconheceram meu esforço para tentar me comunicar no idioma deles e me encorajaram a seguir com a apresentação” – contou André, que depois ganhou fluência e confiança.

    A verdade é, inglês é fundamental. Invista nisso. Mas talvez, você já possa encarar desafios com o inglês que você tem hoje. A exposição a situações desafiadoras e o contato com os falantes nativos vão te dar confiança para aprimorar esse conhecimento.

  2.  Certificações internacionais

    Qualquer investimento em capacitação é sempre um diferencial, mas existem algumas ferramentas que são exigidas no exterior e que, realmente, abrem portas.

    As certificações internacionais, além de oferecerem bagagem aos profissionais de Remuneração (expondo-os à cases reais, discutindo situações do dia a dia e dando embasamento teórico para as tarefas rotineiras), ainda dão mais confiança ao empregador, no momento da contratação.

    Em especial, destacamos a CCP (Certified Compensation Professional) e a GRP (Global Remuneration Professional), ambas certificações da World at Work, oferecidas, no Brasil, pela Forhma.

    Nossos entrevistados destacaram a importância que se dedicar a cursos como estes, que são muito valorizados pelo mercado e ainda colocam os profissionais numa rede de contato com colegas de profissão.

  3. Cultura

    Ouvimos histórias muito curiosas (e algumas até engraçadas) de situações vividas pelos entrevistados, no exterior.

    “Show me the money”, “how much you make”, essas são algumas das expressões que o André disse ter escutado bastante nos Estados Unidos, onde há uma competitividade exacerbada entre os profissionais que, por sua vez, são superespecializados.

    “Nos Estados Unidos, eu cuidava só de remuneração e me lembro uma vez que fui falar com uma colega de trabalho, que cuidava de HRS, sobre algo que envolvia tanto a minha área quando a dela. Ela me disse que estava muito ocupada e que não poderia me ajudar, porque aquilo não estava no escopo dela. Aquilo foi um choque para mim. Minha chefe viu a cena e me explicou que minha colega não havia sido rude, apenas objetiva […] O brasileiro é um pouco assim, tem mania de abraçar as coisas, o americano é mais direto” – contou Tadeu.

    O Rodrigo nos contou sobre seu embate cultural sob o viés da Remuneração.

    Para ele, quando se tem a oportunidade de trabalhar em um país diferente, é fundamental conhecer as nuances de mercado, porque as práticas nem sempre vão ser aplicáveis em todos os lugares.

    Nos EUA, existem oportunidades distintas, mais flexibilidade para algumas práticas, como lump sum, bônus de retenção, hiring bonus e bônus de realocação. Existem mais ferramentas para essas manobras e a legislação é também mais receptiva.

    Esteja pronto e aberto para mergulhar em culturas totalmente diferentes da sua.

  4. Carreira

    “Quando eu fui buscar um estágio, eu já tinha entendido a importância de trabalhar numa multinacional para ter visibilidade e progressão de carreira” – esse foi o pensamento do Tadeu, quando estava quase se formando em psicologia. E, neste quarto tópico, vamos focar nisso.

    A oportunidade de ser expatriado(a) é uma consequência de uma escolha, um mindset de carreira, que pode ser que não seja ensinado nas escolas, ou nas universidades, mas você pode nutrir ao longo de sua trajetória.

    “Minha formação é uma colcha de retalhos” – Rodrigo nos contou que sua caminhada de formação não foi linear, ele cursou informática, estudou comunicação, foi para o Direito. Tudo isso, antes de chegar ao RH. Todas as experiências garantiram a ele flexibilidade para transitar entre várias áreas, se conectar com pessoas, se familiarizar com recursos tecnológicos e legais.

    Se o seu desejo é trabalhar no exterior, saiba que tudo o que você estuda, consome e exercita aqui, é palco para o profissional que se destacará lá fora.

  5. Aprender o tempo todo

No episódio com o Tadeu, nós falamos um pouco sobre a importância de nunca pararmos de aprender e, acima de tudo, manter uma mentalidade de ser “resolvedor(a) de problemas”. No fim das contas, é isso que as empresas buscam, dentro e fora do Brasil.

Não vamos nos estender muito nesta dica, porque temos também um episódio inteiro dedicado ao assunto: #023 – 9 Habilidades sociais para aprender (e ensinar) agora – feat. Robinson Carreira

Vamos encerar este post com uma frase muito legal, do Rodrigo, que resume muito bem tudo o que falamos até aqui:

“O profissional de Remuneração brasileiro não deixa nada a desejar aqui fora, eu tinha muito esse receio de pensar que esse seria um desafio maior do que eu pudesse entregar, mas eu aprendi que ser humano é ser humano, não importa onde esteja […] e isso é legal, ver o componente humano nessa minha experiência”

Ouça os episódios completos:
#022 – Como ser especialista de Remuneração nos EUA feat. Rodrigo Domingues
#035 – Construí uma carreira internacional em Remuneração – feat. Tadeu Figueiredo
#036 – Remuneração me trouxe ao Catar – feat. André Bezerra (estreia amanhã, 18/02, no Quinto Dia Útil)

E ai, gostou das dicas? Se você tiver alguma experiência bacana no exterior, compartilha com a gente, aqui embaixo, nos comentários!

Deixe um comentário

Seu e-mail não será exibido. Os campos marcados com * são obrigatórios.

Fazer um comentário *

Nome *

E-mail *

Site