Se já é desafiador pagar abaixo do mercado, imagine fazer isso com o orçamento no limite. É o cenário que muitos RHs enfrentam: como engajar, reter e motivar com o caixa apertado? Mas o que parece impossível tem, sim, solução — ou melhor, estratégia.
Este foi o tema do episódio #121 do ConsultAqui, da Carreira Muller. A Consultora de Remuneração Gislaine Borro explicou o que fazer com uma remuneração pouco competitiva e como ajustar o programa. A seguir, reunimos os principais aprendizados.
Como virar o jogo quando a remuneração não é competitiva
Se você está perdendo talentos por estar abaixo do mercado, o primeiro passo é entender o “tamanho do problema” — e, acredite, muita empresa não sabe onde está. Então, antes de pensar em soluções, é importante diagnosticar o desalinhamento entre a sua remuneração e a do mercado. Só assim dá para montar um plano realista, viável e sustentável.
Gislaine compara esse processo com uma maratona: “É como alguém sedentário que decide correr 42 km. Não começa assim. Primeiro, faz corridas menores para, gradualmente, evoluir”.
Com remuneração, o raciocínio é o mesmo. Você não precisa resolver tudo de uma vez — aliás, nem deve. Em vez de tentar igualar o mercado de uma vez (o que, muitas vezes, é inviável), a dica é construir um plano gradual, priorizando áreas e cargos mais estratégicos para uma abordagem mais agressiva.
Posições administrativas e operacionais, por exemplo, podem seguir com um modelo mais conservador. Assim, o RH consegue avançar sem estourar o orçamento — e com o time mais engajado por entender o caminho que está sendo trilhado.
Preciso reformular todo o programa de remuneração variável?
Nem sempre. Muitas vezes, pequenas mudanças trazem mais resultado do que grandes reformas. Gislaine destaca que, em estudos recentes da Carreira Muller, empresas optaram por ajustar indicadores e metas internas, sem alterar toda a estrutura do programa.
“Às vezes, a solução não está em mudar o programa inteiro, mas em redirecionar o foco dentro dele”, explica.
Isso pode significar, por exemplo, revisar metas do plano de bônus, ajustar critérios da avaliação de desempenho ou rever os incentivos para áreas-chave.
E é possível mudar a regra do PLR?
Essa é uma dúvida comum entre lideranças de RH. E a resposta é “sim, com responsabilidade”.
Mudar as regras do PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) é possível, mas exige atenção a algumas exigências legais. Toda alteração precisa ser validada pela comissão paritária (representantes eleitos pelos trabalhadores) ou, em alguns casos, pelo sindicato da categoria.
E, acima de tudo, a comunicação precisa ser transparente e bem conduzida. Isso evita ruídos, protege a relação de confiança com o time e garante o engajamento necessário para que a mudança funcione.
Como evitar lacunas que enfraquecem o programa de remuneração?
Evitar “gaps” que desmotivam ou confundem os colaboradores é um desafio constante. Para isso, Gislaine reforça dois pilares:
- Alinhamento com a estratégia do negócio
- Clareza sobre os comportamentos e resultados que se quer incentivar
Ou seja: a remuneração precisa estar conectada com o que a empresa valoriza — seja em metas, atitudes ou entregas.
E para manter essa conexão viva, olhar para o mercado faz toda a diferença.
Contar com consultorias como a Carreira Muller ajuda a enxergar oportunidades, evitar distorções e tomar decisões mais estratégicas e assertivas. Podemos ajudar sua empresa a evoluir — mesmo com o orçamento justo. Fale com a gente!





