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Total Rewards’26: porque benchmarking não é (só) estratégia

O Total Rewards’26, realizado em San Antonio, no Texas (EUA), reuniu profissionais de remuneração e lideranças de RH de diferentes partes do mundo para discutir o presente e o futuro das estratégias de Total Rewards. Foram mais de 150 sessões acontecendo em paralelo, cobrindo desde tendências globais até desafios práticos enfrentados pelas organizações no dia a dia

Estivemos lá com uma delegação brasileira, acompanhando de perto essas discussões e, principalmente, buscando traduzir os principais aprendizados para a nossa realidade. Um dos objetivos era justamente identificar o que, de fato, contribui para evoluir a prática de remuneração nas empresas brasileiras.

Agora, queremos compartilhar — aos poucos — esses aprendizados com nossa audiência e, especialmente, com a comunidade Carreira Muller.

Neste ano, além de acompanhar diversas sessões e trocar com especialistas de diferentes mercados, também tivemos uma participação especial no TR26. 

imagem do Felipe Cruz e o tema da palestra do Total Rewards benchmarking pesquisa salarial não é estratégia

Pela primeira vez, um profissional da Carreira Muller (e um dos poucos brasileiros) subiu ao palco do principal evento global de remuneração. Felipe Cruz apresentou o tema “Organizational Effectiveness & Leadership: How Leadership Strategies Influence Total Rewards Outcomes”. Ele trouxe uma provocação que ajuda a explicar parte dos desafios atuais da área:

Estamos usando o mercado como estratégia quando ele deveria ser apenas referência.

E é a partir dela que te convidamos a navegar com a gente neste tema.

Quando o benchmarking deixa de ajudar e começa a limitar

Ao longo da sua apresentação, Felipe organiza a discussão em três momentos: contexto, desafios e solução. Abaixo, trazemos só um spoiler do que encontrar na apresentação.

  • Dados e diagnóstico

Aqui, ele trouxe um olhar sobre o estado atual das estratégias de remuneração no mundo — e alguns dados apresentados na sessão ajudaram a dar dimensão a esse desafio. 

  • Hoje, apenas 61% das empresas afirmam ter uma estratégia formal de remuneração 
  • E, mesmo entre elas, 43% reconhecem que suas práticas não estão alinhadas aos objetivos do negócio.

Ao mesmo tempo:

  • A maior parte das empresas ancora sua estratégia na mediana de mercado 
  • 77% consideram suas estratégias pouco efetivas 

Ou seja: o benchmarking continua sendo amplamente utilizado em remuneração, mas nem sempre está ajudando a “chegar onde deseja chegar”. Então, cadê a estratégia?

Um dos conceitos centrais da palestra aparece justamente como uma resposta a esse cenário. Para Felipe, a estratégia não está no alinhamento com o mercado, mas na diferença intencional em relação a ele. É o que ele chama de “delta”.

  • O que trava a evolução na estratégia de remuneração

Na segunda parte da sessão, o foco está em entender por que, mesmo com esse diagnóstico, as empresas ainda têm dificuldade de evoluir sua abordagem. Três barreiras que são bastante familiares aparecem com frequência:

A primeira delas é a forma como o RH ainda é percebido em muitas organizações, frequentemente como um centro de custo, e não como um direcionador de valor. Isso dificulta a construção de argumentos que conectem remuneração aos resultados do negócio.

A segunda está relacionada às restrições orçamentárias. Em um cenário de pressão por custos, a tendência é optar por decisões mais seguras — e seguir o mercado acaba sendo o caminho mais simples, ainda que não seja o mais eficaz.

Por fim, há um desafio importante de comunicação. Uma parcela significativa dos colaboradores não compreende como sua remuneração é estruturada, o que enfraquece qualquer estratégia, independentemente da sua qualidade técnica.

  • Fechando o gap – com aplicação prática

Na parte final da sessão, o especialista em remuneração apresenta uma proposta prática para lidar com esse desafio. Mas com uma lógica diferente do que normalmente vemos. Em vez de começar pelo mercado, a estratégia parte de 5 dimensões:

Total Rewards’26 porque benchmarking não é (só) estratégia

A partir delas, é possível desenhar uma estratégia mais coerente com o contexto da empresa — inclusive adotando caminhos diferentes do mercado quando isso fizer sentido.

E tem um ponto importante: nem todos os públicos precisam da mesma abordagem. A diferenciação passa a ser parte da estratégia, e não uma exceção.

Aprofunde: veja a estratégia sendo construída na prática

Na palestra, esse modelo é aplicado em tempo real, com um framework que permite testar diferentes cenários e níveis de alinhamento com o negócio.

Se quiser explorar esse conteúdo com mais profundidade:

Assista à palestra completa aqui Seta para baixo


Clique aqui e acesse o framework para teste sua estratégia de remuneração.

E, a partir daqui, como evoluir essa discussão na sua empresa?

Se tem algo que o Total Rewards’26 reforçou é que a discussão sobre remuneração está mudando de patamar. Cada vez mais, ela exige conexão com estratégia, clareza nas decisões e capacidade de traduzir impacto para o negócio.

Na Carreira Muller, esse é exatamente o foco do nosso trabalho: apoiar empresas na construção de estratégias de remuneração que façam sentido para o seu contexto — e não apenas para o mercado.

Se você quer aprofundar essa discussão e entender como evoluir a sua abordagem de Total Rewards, vale acompanhar nossos conteúdos ou conversar com o nosso time. O Felipe Cruz – e toda a nossa equipe – está à disposição! Fale conosco!

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