As carreiras em Y, W e em Nuvem surgiram para responder a uma demanda cada vez mais urgente dentro das empresas: oferecer caminhos de crescimento que respeitem diferentes perfis profissionais, ao mesmo tempo em que dão mais flexibilidade às organizações.
Falamos sobre isso no episódio #133 do ConsultAqui – e trouxemos aqui para o nosso blog os principais pontos da conversa. Recebemos várias perguntas sobre o tema e convidamos Felipe Cruz, Gerente de Remuneração da Carreira Muller, para respondê-las.
Respondendo a 3 perguntas sobre modelos de carreira
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Carreira em W e em Nuvem são quase idênticas?
É comum que muita gente confunda os dois modelos, mas eles têm lógicas bem diferentes. Felipe esclarece: “A carreira em W está conectada à carreira em Y, mas com uma peculiaridade: é voltada para gestão de projetos temporários. Por exemplo, um analista de RH pode assumir o papel de gestor de um projeto por alguns meses. Depois, retorna à sua posição original.”
Já a carreira em Nuvem é mais fluida e se baseia nos papéis desempenhados ao longo do tempo, não nos cargos fixos. “Quando falo em carreira em Nuvem, eu não tenho um analista de RH ou desenvolvedor de TI no sentido tradicional. Tenho cargos-base amplos, e, de acordo com cada papel desempenhado, posso diferenciar a minha atividade”, explica Felipe.
A principal diferença? Continuidade versus temporariedade.
Na Nuvem, cada pessoa atua em diferentes papéis conforme suas competências, em squads ou projetos distintos, o que exige adaptação constante. Já na carreira em W, o profissional retorna sempre à posição original após o término do projeto.
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Como diferenciar especialistas?
Quando falamos de especialistas, estamos nos referindo a alguém com conhecimento profundo em determinado tema – diferentemente do que vemos nas classificações júnior, pleno e sênior. Então os critérios precisam ser mais estratégicos.
O especialista nível 1 pode estar logo acima de um supervisor, o nível 2 equivale a um coordenador e o nível 3 a um gerente. Essa classificação depende do peso que a empresa dá ao especialista e precisa estar alinhada às atividades desempenhadas.
Mais do que a complexidade do trabalho, o diferencial está no tipo de contribuição esperada. “Um Especialista 1 pode atuar de forma mais operacional, enquanto o Especialista 3 assume um papel estratégico, ajudando a direcionar a área. Formalizar essa estrutura garante que a hierarquia faça sentido”, explica Felipe.
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Trabalhar com a Carreira em Nuvem é arriscado?
Implementar a carreira em Nuvem pode ser desafiador, de fato, especialmente em empresas com estruturas tradicionais. Isso porque ela rompe com a lógica de cargos fixos: cada pessoa atua em diferentes papéis conforme suas competências, sem posição específica.
“Um dos principais riscos é a falta de clareza nos papéis. E isso, em estruturas tradicionais, pode gerar confusão: como a pessoa desempenha papéis e não atividades específicas? E como justificar diferenças salariais sem cargos definidos? A remuneração variável pode ser uma solução, desde que bem documentada e alinhada à estratégia da empresa”, explica Felipe.
Por outro lado, o modelo também oferece benefícios claros. Se a empresa adota a Nuvem desde o início, é possível mitigar riscos com documentação e regras claras. O modelo promove flexibilidade, desenvolvimento de habilidades e maior colaboração, formalizando uma estrutura diferente e adaptável.
Quer saber mais?
Não deixe de assistir ao episódio 138 do ConsultAqui! E se quiser conversar sobre como estruturar modelos de carreira na sua empresa, clique aqui e fale conosco!




