Líder ou chefe - esta questão impacta na atração e engajamento de profissionais
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Líder ou chefe – esta questão impacta na atração e engajamento de profissionais

Líder ou chefe? Essas duas palavras que se assemelham, no ambiente organizacional, exigem habilidades, competências e atitudes bem distintas.

Nós, como profissionais de RH e Remuneração, precisamos estar sempre atentos aos significados das nomenclaturas que adotamos, mesmo que informalmente. Isso pode influenciar a cultura da empresa. Você já parou para pensar nisso?

Nos modelos organizacionais tradicionais alavancados pela Revolução Industrial, a figura do chefe teve um papel fundamental, pois os principais focos destes modelos eram, através de pressão e muita cobrança, manter processos em pleno funcionamento, garantir a alta produção a disciplina e o cumprimento das obrigações por parte dos colaboradores.

Ocorre que o mercado, em ritmo cada vez mais acelerado, passa por muitas transformações e novos modelos organizacionais surgem a todo momento. Podemos citar aqui a Indústria 4.0 ou a Quarta Revolução Industrial, que trazem novos modelos de negócios com o emprego de novas tecnologias, novos processos e formatos de trabalho.

Surge aí a necessidade de se “chefiar” em um formato totalmente distinto dos formatos tradicionais, onde ao invés das pressões e massivas cobranças, temos a figura do líder, que mesmo sendo o protagonista, é confiável, compartilha, delega, inspira e conquista as pessoas pelo exemplo e por feedbacks construtivos.

Afinal qual a diferença entre o Líder e o Chefe?

Primeiramente, podemos dizer que um líder pode ser um chefe, mas um chefe dificilmente será um líder. Abaixo, descrevi as principais características de cada modelo de gestão:

Chefe:
Em linhas gerais, sua autoridade vem da posição que ocupa. Em casos extremos, o temor vem a frente do respeito. Usualmente, quer decidir e resolver tudo sozinho pois acredita que só ele é apto para isso. Raramente, abre espaços para opiniões ou propostas de melhorias e, quando sim, dificilmente acata. Não delega e centraliza as atividades, preferindo se atolar de tarefas e resolver ele mesmo. Quando recebe informações estratégicas vindas de seus superiores, o chefe as retém, não passa adiante, impedindo que seu time tenha acesso a informações que poderiam ser essenciais para a operação do negócio. Por fim, para o chefe, os subordinados são vistos como uma ameaça, aqueles que irão tomar seu lugar e por isso tendem a reter informações.

Líder:
O verdadeiro líder é completamente diferente do chefe. Lidera pelo exemplo, conquista o respeito fazendo com que seus liderados passem a querer se esforçar por ele, em uma espécie de “comprometimento mútuo”. Passa seus conhecimentos com foco em formar novos líderes, envolve os liderados nas decisões pois acredita que cada colaborador certamente poderá contribuir com algo e que nada pode ser desprezado. Diferentemente dos chefes tradicionais, o líder confia em seus liderados. É um especialista em delegar e orientar a execução das tarefas e responsabilidades. Também, diferentemente dos chefes, um líder vê nos possíveis substitutos oportunidades de eles mesmos crescerem em suas carreiras. Ele está mais preocupado em formar um novo líder do que perder seu lugar.

Percebe? Comecei o texto falando em nomenclatura, mas agora que você refletiu sobre as características de cada um desses “papeis”, vale a pena se perguntar sobre a atitude. Como é a cultura da gestão de pessoas, dentro da sua empresa?

Em 2020, fizemos um levantamento no estudo de Políticas e Práticas de Remuneração, e identificamos que ter problemas com a liderança é um dos pontos de atenção, que fazem com que as pessoas deixem as companhias:

Estudo Políticas e Práticas de Remuneração 2020 – Carreira Muller

Os perfis ideais para suprir as novas transformações refletem a necessidade de uma cultura que aposte e invista na formação de novos líderes.

Colaboradores dirigidos por bons líderes são, além de mais motivados, mais eficientes e engajados. O que garante um maior vínculo com a empresa, isto porque são acompanhados, orientados e passam por um processo de desenvolvimento contínuo.

Quer engajar e atrair profissionais? Nem sempre, a resposta é “dar mais dinheiro”!

E aí, você “é” ou busca “ser” um “CHEFE” ou um “LÍDER” para sua empresa? Você investe em criar ambientes propícios para essa cultura de liderança positiva? Nas entrevistas de desligamento de colaboradores, esta á uma das questões em seu radar? Conte aqui, nos comentários!

Marco Schanoski
Diretor de Remuneração 

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