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Prática de horário flexível

As políticas de horário flexível já são realidade nas empresas.

Segundo nosso estudo de mercado, publicado neste mês, cerca de 59% das empresas pesquisadas praticam horário flexível e, a maioria delas (62%), tem o benefício há mais de dois anos. Existem modelos bem consolidados, alto nível de satisfação e pouquíssimos casos de reclamações trabalhistas. Além de ser um formato de trabalho que impacta positivamente o clima (principalmente, quando pensamos nos grandes centros urbanos). Isso é ótimo, um ponto positivo para o RH!

Ainda mais porque, pensando no contexto de pandemia em que vivemos hoje – com muitas pessoas trabalhando em home office – políticas que se adaptam melhor às mudanças de rotinas garantem a manutenção da produtividade e fazem com que as pessoas se sintam cuidadas, principalmente em um momento tão delicado como este.

Reclamações trabalhistas

Mesmo com toda a aceitação, é preciso organizar a prática e tomar cuidado com algumas armadilhas relacionadas ao controle de jornada.

Naturalmente, o horário flexível é mais comum em áreas administrativas e/ou que possuem alternativas quanto à jornada e trabalho remoto. Como, por exemplo, RH, TI, Marketing e Comercial etc.

Falando em jornada, o controle das horas é um dos requisitos que merece atenção. Ainda que o colaborador tenha flexibilidade para organizar sua rotina, a empresa precisa antever questões trabalhistas, como reclamações por conta da quantidade de horas dedicadas, por exemplo. As empresas que possuem controle com banco de horas saem em vantagem.

De olho na produtividade

Com algumas ressalvas, principalmente na Operação (onde o fator “tempo” impacta muito nos resultados), quando pensamos em desempenho, é comum relacionarmos a produtividade com as entregas, a habilidade envolvida, criatividade e outros atributos não quantitativos.

No passado, o tempo era crucial em quase todos os setores. Você se mantinha em um emprego pela velocidade com que conseguia realizar determinado trabalho.  Por isso, controles excessivos de jornada eram tão essenciais para manter a eficiência dos negócios.

Não é mais segredo para ninguém que, com o passar dos tempos, as máquinas foram ocupando mais espaço no meio industrial e entregando mais em menos tempo, superando a capacidade humana em agilidade. Com esse processo invadindo também os escritórios corporativos, onde os robôs são capazes de ler dados e fazer análises volumosas em milésimos de segundos, o fator tempo, definitivamente, não está mais tão associado ao potencial humano.

É claro que nossas relações de trabalho ainda são organizadas, em grande parte, pelas horas de serviço entregues e muitas leis, que são pautadas por isso, garantem parte importante dos direitos dos trabalhadores. Mas é forte a tendência que aponta que a produtividade moderna não está mais ligada a este indicador.

Aqui vale uma observação: quando falamos em negócios, engana-se quem pensa que produtividade tem a ver somente com a quantidade de coisas que podemos fazer em menos tempo. Para essa medição, damos o nome de produção. O primeiro termo está mais conectado à boa utilização dos recursos disponíveis (sejam instrumentais ou mão de obra) e à medida de desempenho.

O futuro é flexível

Não foi só a automatização que mudou o cenário.

A vida das pessoas também ficou mais complexa. Mais integrantes da família estão fora de casa trabalhando, a globalização e os diferentes fusos horários impactam na rotina de muitas empresas e novas gerações exigem inovações nas relações de trabalho.

Hoje, sabemos que existem profissionais que se concentram melhor em horários alternativos, conhecemos os malefícios que as pressões por prazos e excesso de tarefas causam à saúde das pessoas e algumas atividades precisam de certo tempo de ócio criativo.

Por conta de tudo isso, atualmente, times produtivos estão cada vez mais associados às suas entregas e a flexibilização das relações de trabalho é combustível para manter essa eficiência.

Flexibilidade reforça a marca

Nosso estudo identificou que cerca de 41% das organizações entrevistadas ainda não investem em políticas de horário flexível. Isso é um gap muito grande!

As empresas que mais investem em políticas flexíveis, garantindo que a organização seja como um organismo vivo – que pode se modernizar e se adaptar – são, com certeza, aquelas que enfrentam melhor as crises (porque têm modelos mais resilientes), possuem mais destaque no mercado e têm marca empregadora forte. Quer combinação melhor do que essa?

Você pode ter nosso estudo de mercado completo, sobre Horário Flexível e Home Office, hoje mesmo!
Basta responder esta pesquisa aqui.

Fernanda Futada 
Comunicação