Estudo de Engenheiros traz dados sobre práticas e remuneração do setor

ConsultaSalarial®: informações valiosas para o RH que busca equilíbrio na gestão da remuneração
29/09/2015
Como anda o Profissional de RH 3ª Edição
16/11/2015

Estimar a demanda por qualquer profissão depende de uma série de fatores, como o crescimento econômico, as mudanças estruturais, a composição setorial da economia, a localização da produção, além do desenvolvimento tecnológico e inovação. Abordar esta questão em um país como o Brasil, que passa por um momento bastante difícil do ponto de vista político e econômico, é ter a certeza de que o cenário de instabilidade interfere no mercado de trabalho. E quando a questão envolve os engenheiros, profissão que tem tido um crescimento exponencial, em especial devido ao setor de construção civil, a mudança tem sido sentida na pele.

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no ano passado, a projeção era que entre 2010 e 2020 a demanda por engenheiros iria mais que dobrar. Para que isso acontecesse, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deveria crescer 2,5% ao ano. Pensando num cenário ainda mais otimista, se a economia crescesse 5,5% ao ano, a demanda seria 4,5 vezes maior. Essa boa perspectiva se baseava em dados que mostravam que entre 2000 e 2010, a procura por estes profissionais cresceu 7,8%. Em termos práticos, isso fez com que a taxa de engenheiros contratados saltasse de 29% para 38% no final de 2010.

No entanto, nos últimos anos a geração de riquezas cresceu a ritmo mais lento que o previsto, abaixo de 2%, e as perspectivas para os próximos anos são de números piores por conta da crise político-econômica que o nosso país enfrenta. Com investimentos se esvaindo e demissões acontecendo em setores como energia, indústria e construção civil, que antes eram tidos como promissores para engenheiros, o momento é de muita atenção tanto para os profissionais quanto para as companhias que irão contratá-los.

Nesse contexto turbulento e de tantas mudanças envolvendo o setor de engenharia, informações que auxiliem em tomadas de decisão a respeito da contratação e manutenção de cargos do setor são imprescindíveis. Para auxiliar os RHs que buscam indicadores, práticas e remuneração para engenheiros, estamos lançando um estudo com dados de 72 mil profissionais de mais de 800 empresas de origem nacional ou estrangeira. Os ramos de atividade das participantes são variados e, por isso, também envolve engenheiros de vários setores, da tradicional construção civil aos engenheiros do trabalho.

O faturamento das organizações respondentes também é variado: vai das que se enquadram em até 100 milhões de dólares (27%) até as de mais de 3 bilhões de dólares anualmente. Com relação ao número de funcionários, 40% têm até 250, e 8% têm mais de 2000 colaboradores.

 

Confira algumas das informações sobre o estudo de Engenheiros 2015:

 CREA e Responsabilidade Técnica

Os números mostram que o conselho que regulamenta a profissão tem seu trabalho reconhecido: 76% das organizações participantes exigem o registro do colaborador no órgão.

A profissão exige a responsabilidade técnica sobre os projetos. Nas companhias pesquisadas, essa responsabilidade tem cargos determinados: 50% delas direcionam somente para alguns engenheiros e apenas em 22% é partilhada entre todos os profissionais. Sobre o assunto, é interessante notar que em 44% das participantes do estudo, as suas funções limitam-se apenas às responsabilidades técnicas, enquanto que 44% das empresas não dependem disso.

Composição do quadro de estagiários

Além dos profissionais já formados, as equipes também são compostas por estagiários: 61% das companhias têm estagiários em engenharia, e 18% têm o programa de estágio, mas hoje não possuem nenhum contratado.

Com base na maior incidência, os cargos de engenheiros são preenchidos preferencialmente por profissionais formados no mercado, prática de 64% das empresas. Dos demais, 18% são colaboradores que já faziam parte da equipe e posteriormente buscaram formação em engenharia, e os 18% restantes são os estagiários efetivados.

Engenheiros X Remuneração

Sobre a remuneração, 64% das empresas afirmaram seguir o piso salarial determinado pelo CREA (Conselho regional de Engenharia e Agronomia). Dos 36% que não seguem o piso, as empresas se dividem entre as que definem a remuneração com parecer jurídico e outras sem.

 O estudo avaliou a remuneração de engenheiros por região do país e por segmento, de acordo com o nível que ocupam na hierarquia das empresas: júnior, pleno ou sênior.

Remuneração por Região

O estudo analisou a remuneração dos engenheiros que atuam nas seguintes áreas: automação, civil, desenvolvimento de produtos, eletrônico, industrial, manutenção, processos, projetos, qualidade, segurança do trabalho e vendas. Abaixo, veja quais áreas possuem as maiores e menores médias salariais, em cada região.

Região Norte

Nível Junior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 5.985,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 5.132,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 7.983,00
Menor mediana: Qualidade – R$ 7.036,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 11.256,00
Menor mediana: Qualidade – R$ 8.940,00
 

Região Centro Oeste

Nível Júnior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 5.919,00
Menor mediana: Automação – R$ 5.148,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 8.026,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 6.906,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 10.563,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 9.051,00
 

Região Nordeste

Nível Júnior
Maior mediana: Processos – R$ 6.316,00
Menor mediana: Automação – R$. 5.320,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 8.161,00
Menor mediana: Manutenção e qualidade – R$ 7.283,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 10.966,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 9.363,00
 

Rio de Janeiro

Nível Júnior
Maior mediana: Processos – R$ 7.107,00
Menor mediana: Automação – R$ 5.978,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Processos – R$ 9.210,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 8.011,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 12.300,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 10.515,00 
 

Belo Horizonte e Região

Nível Júnior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 6.473,00
Menor mediana: Automação – R$ 5.669,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 8.720,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 7.555,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 11.550,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 9.795,00
 

Grande São Paulo

Nível Júnior
Maior mediana: Civil – R$ 6.619,00
Menor mediana: Automação – R$ 5.881,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Vendas – R$ 8.827,00
Menor mediana: Automação – R$ 7.853,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Eletrônico – R$ 11.754,00
Menor mediana: Automação – R$ 10.674,00
 

São Paulo – Interior

Nível Júnior
Maior mediana: Civil – R$ 6.837,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 5.625,00

Nível Pleno

Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 8.715,00
Menor mediana: Qualidade – R$ 7.504,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 11.467,00
Menor mediana: Qualidade – R$ 9.606,00
 

Curitiba e região

Nível Júnior
Maior mediana: Vendas – R$ 6.709,00
Menor mediana: Automação – R$ 5.545,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Vendas – R$ 8.684,00
Menor mediana: Manutenção – R$ 7.484,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Vendas – R$ 11.117,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 9.185,00
 

Joinville e região

Nível Júnior
Maior mediana: Projetos – R$ 6.368,00
Menor mediana: Industrial – R$ 5.537,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 8.339,00
Menor mediana: Industrial – R$ 7.447,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 11.376,00
Menor mediana: Manutenção – R$ 9.454,00
 

Porto Alegre e região

Nível Júnior
Maior mediana: Vendas – R$ 6.038,00
Menor mediana: Automação – R$ 5.275,00
 
Nível Pleno
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 8.079,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 7.222,00
 
Nível Sênior
Maior mediana: Desenvolvimento de produtos – R$ 10.910,00
Menor mediana: Segurança do trabalho – R$ 9.411,00
 

O estudo completo revela a média salarial de engenheiros de todas as áreas e como ela evolui de acordo com cada nível hierárquico. Além disso, também traz com riqueza de informação como os diversos segmentos da indústria remuneram esse profissional.

Clique aqui e tenha acesso ao Estudo de Engenheiros.

Afinal, quem possui a informação remunera com inteligência!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



Assine a nossa newsletter

X