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Revisão de estruturas pode ser útil na crise (e fora dela)

Recentemente, muitas empresas têm nos procurado para fazer um ajuste ou uma revisão de estruturas. Isso não é novidade, com o passar dos tempos, as empresas têm procurado reestruturar seus níveis hierárquicos, por conta da modernização dos processos (que eliminam o espaço que antes havia para muito cargos em uma organização) e maior qualificação e autonomia dos profissionais.

A revisão das estruturas une três aspectos importantes para as empresas: eficiência produtiva, redução de custos e distribuição de mão de obra. Para um cenário de crise, essa é uma combinação perfeita!

Vale recomendar que a revisão de estruturas deve estar sempre no radar do RH, ainda mais quando pensamos em um mundo com mudanças tão rápidas e constantes.

Para sugerir qualquer alteração junto à Diretoria, o respaldo com os dados de mercado é essencial. Segmentos se comportam de forma muito dispersa e única. Sendo assim, é necessário entender qual o comportamento do mercado em que a empresa está inserida e quais são os níveis hierárquicos com que os concorrentes estão trabalhando. Tudo isso vai te dar uma avaliação de estrutura mais fiel possível à realidade da companhia.

Na prática, as dúvidas mais comuns são: será que posso reduzir os níveis da minha estrutura de fábrica? Quais as áreas mais inchadas, ou com mais pessoas? Como o mercado tem trabalhado? Veja, a seguir, como duas análises podem responder, facilmente, essas duas perguntas.

Análise de Estrutura Hierárquica

Essa análise mostra o comparativo da estrutura atual da empresa em questão, frente às estruturas mais encontradas no mercado, trazendo junto a representatividade de cada uma delas. Veja:

Podemos já interpretar que a empresa em questão utiliza, para a estrutura de Manufatura, mais níveis hierárquicos do que o mercado trabalha. Isso pode resultar em alguns problemas a curto prazo, principalmente relacionados aos custos excessivos de mão de obra.

Análise de Dimensionamento

Essa análise aponta qual a porcentagem de pessoas em cada nível. Um pouco diferente do levantamento anterior, neste caso estamos olhando para as pessoas. Veja, no gráfico de pirâmide abaixo, que de um lado temos o cenário da empresa e do outro, do mercado:

Podemos utilizar essa análise para identificar a proporcionalidade de funcionários em cada um dos níveis. No exemplo em questão, a empresa tem uma representatividade de Gerentes e Coordenadores muito maior em relação ao mercado. Esse desequilíbrio na estrutura, além de apontar novamente para o custo adicional, pode resultar em uma desvalorização interna da posição de gestor.

No cenário COVID-19, nós recomendamos estudos como esse, pontuais e precisos. Clique aqui e saiba quais outras respostas podem te ajudar neste momento.

É claro que, para cada tomada de decisão, deverá ser avaliado não somente como o mercado se comporta, mas qual a estratégia e situação atual da empresa. Outros fatores que devem ser levados em conta são: nível de automação de cada planta, qualificação dos profissionais e cultura interna.

O mercado é a régua, agora a forma como você escolhe segui-lo é uma decisão que cabe a cada uma das empresas.

Felipe Cruz
Consultor de Remuneração