Demissões em massa: a bolha de TI explodiu?

Demissões em massa: a bolha de TI explodiu?

Entre 2022 e 2023, alguns dos maiores players de tecnologia do mundo reduziram seus quadros de forma expressiva. Quase 72 mil pessoas foram demitidas de grandes companhias como Amazon, Twitter, Microsoft e Google. No Brasil, as demissões em massa alcançaram empresas como PagSeguro, Me Poupe!, XP, Buser, C6 Bank, Loggi e iFood.

Segundo analistas financeiros, essa é uma crise que estava anunciada há algum tempo – a recessão, inclusive, deveria ter começado em 2020. Mas, como existiu um movimento bancário com emissão de moda, a conta estaria chegando agora. Nesse novo cenário, ficam duas perguntas:

  • As empresas estão reduzindo salários inflados para contratar profissionais com salários menores?
  • A bolha de TI explodiu? 

É isso o que buscamos responder neste conteúdo. Antes de tudo, vale a pena entender um pouco mais sobre as demissões em massa.

4 pontos para entender as demissões em massa

Desde o início dos anos 2000, a área de tecnologia desponta como um espaço para segurança profissional e estabilidade financeira. O que aconteceu de lá para cá que resultou em demissões em massa? Há pelo menos quatro acontecimentos que estão por trás desse cenário. São eles:

  • Pandemia da Covid-19: com a migração de atividades para o ambiente online, houve uma rápida e intensa aceleração econômica. Para suprir a nova demanda do mercado, as empresas aumentaram as contratações. Passados três anos de pandemia,  no entanto, as organizações agora estão adequando os headcounts aos novos patamares de receita.

  • Guerra da Ucrânia: a invasão do território ucraniano se tornou um marco ético para as gigantes da tecnologia cujas plataformas se tornaram campos de guerra no campo da informação paralela.

 

  • Redução de receita com publicidade: a maior parte das receitas das Big Techs vinha da publicidade de grandes empresas no espaço digital. Com o aumento da inflação e da taxa de juros dos Estados Unidos, essas empresas reduziram significativamente os valores gastos com publicidade.

 

  • Recessão global: como já dissemos, analistas financeiros afirmam que estamos em uma era de crise macroeconômica. Há algum tempo as empresas vinham apresentando queda nos resultados e sinais de fragilidade. A fim de conter a crise, as organizações estão revendo seus planejamentos financeiros e orçamentários – inclusive com pessoas.

Então, voltamos àquelas duas perguntas.

  • As empresas estão reduzindo salários inflados para contratar profissionais com salários menores?

É verdade que muitas empresas aproveitam certos momentos para fazer uma série de demissões, a começar por aqueles que têm os salários inflados. Isso acontece quando há, inclusive, mudanças nos objetivos da organização.

Mas, embora essa pudesse ser uma possibilidade, não parece ser o caso das demissões recentes. Os headcounts foram anunciados como uma redução de quadro – não como uma substituição de equipe. Ou seja, não tem relação com recontratação de pessoas, mas com o momento de fragilidade do mercado.

  • A bolha de TI explodiu?

Acreditamos que nossa sociedade está radicalmente estruturada em aplicativos, gadgets e sistemas online. Se de fato houver uma crise global, os resultados piorarem e novas ondas de demissão em massa acontecerem, provavelmente teremos reduções nos salários. 

Mas, de início, tudo indica que a bolha de TI não explodiu. A demanda por serviços tecnológicos segue em alta. A tendência é que vejamos apenas uma redução naquele ritmo intenso de crescimento de salários

Remuneração e RH têm que ficar de olho

Se você é profissional de RH e tem a gestão da remuneração sob sua responsabilidade, é possível olhar para esse cenário como uma oportunidade para atrair, engajar e reter talentos. Como? Mostrando que a empresa em que atua é estável, segura, que tem uma boa trilha de carreira, clima agradável e oportunidades de aprendizado.

E acompanhar o mercado de TI se torna mais indispensável que nunca. Além do movimento do mercado econômico, o episódio recente das Big Techs nos ensina uma lição: uma gestão responsável na contratação de pessoas, com planos salariais bem estruturados, pode evitar problemas no futuro para a empresa e seus colaboradores.

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