Workshop de Remuneração reúne profissionais de RH em Indaiatuba

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Com o objetivo de traçar um panorama sobre a remuneração no século 21 como ferramenta estratégica, a Carreira Muller e o CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Indaiatuba realizaram um evento na manhã da última terça-feira, dia 29, que reuniu diversos profissionais da área de Recursos Humanos. O workshop foi dividido em três eixos que explicaram como a remuneração pode ser utilizada para atrair, desenvolver e reter talentos.

Para Marilu Furlan, coordenadora de RH de uma empresa do segmento de plástico farmacêutico, esse tipo de evento é uma oportunidade de se atualizar perante as práticas adotadas pelo mercado. “Trabalhamos com jovens profissionais, por isso é importante saber quais as práticas mais modernas adotadas para lidar da melhor maneira e conseguir desenvolver o trabalhador com esse perfil”, explica.

Já para Eduardo Izu, analista de RH sênior de uma empresa do ramo automotivo, eventos como esse são ótimos para trocar experiência entre as empresas, disseminar conhecimento e boas práticas do mercado, além de fortalecer o networking com os profissionais do mesmo segmento.

Veja abaixo um resumo sobre cada um dos tópicos abordados no workshop:

 

A evolução da remuneração através da história, por Emerson Costa, gestor de marcas da Carreira Muller

O primeiro tópico da palestra trouxe o seguinte questionamento: o que motiva o profissional do século 21? Para tentar encontrar uma resposta, foram apresentados diversos exemplos que mostram como se dá a dinâmica no mercado de trabalho atualmente. Hoje, com um cenário econômico próspero, os profissionais podem, de certa forma, escolher em qual empresa querem trabalhar, sobretudo aqueles mais qualificados. Esse é um dos pontos que interferem na remuneração.

O aspecto histórico que envolve a remuneração também foi abordado. Desde o século 18, por exemplo, os teóricos sabem que aumento de salário não quer dizer exatamente aumento de produtividade.  Por essa razão, a maneira de remunerar deve ser estratégica e de acordo com os objetivos da empresa. Afinal, promover o aumento de salários sem ter um retorno é inviável.

Citando personalidades históricas como Benjamin Franklin e Andy Warhol, Emerson mostrou a mudança no comportamento das pessoas e sua relação com a remuneração. De acordo com ele, para transformar a remuneração em uma ferramenta estratégica é preciso entender o ser humano.

“Para motivar os profissionais, as empresas adotaram uma posição de valorização do trabalho e, consequentemente do colaborador. Nesta nova perspectiva o colaborador ganha destaque e relevância na companhia, no entanto espera ser remunerado de acordo com sua importância”, finalizou.

 

Plano de carreira e remuneração, por John Dotson, consultor de remuneração

Na segunda etapa da apresentação, foram mostrados quais os elementos da construção de carreira que interferem na remuneração. Atualmente, o salário mensal propriamente dito não é o único fator determinante para o engajamento dos colaboradores. Sendo assim, foram apresentados os conceitos de benefícios tangíveis e intangíveis.

Os tangíveis são compostos pelo salário e pelos benefícios, como convênio médico, vale alimentação, vale refeição, entre outros. Os intangíveis são formados por um conjunto de fatores que englobam a cultura organizacional, qualidade de vida, relacionamento com colegas e gestores, modelo de gestão e oportunidades de desenvolvimento na carreira. Todos eles são analisados atualmente pelos candidatos antes de decidirem aceitar uma proposta de emprego.

São inúmeros os fatores que influenciam a remuneração, mercado, governo, sindicatos, economia, entre outros. Uma remuneração competitiva passa por cada um desses tópicos. As pesquisas salariais são ótimas ferramentas capazes de trazer grande parte das respostas na difícil tarefa de se posicionar frente a esses fatores.

De acordo com John, a remuneração é um meio e não um fim. O objetivo final é a rentabilidade da companhia e por isso a forma de remunerar, se for estratégica, pode influenciar positivamente na rentabilidade e no engajamento do colaborador.

 

Panorama da remuneração nas regiões de Campinas e Sorocaba, por Marco Schanoski, diretor da Carreira Muller

Ao final do evento, foram apresentados diversos modelos de remuneração que são comumente aplicados nas empresas da região. Tudo com base nas pesquisas do produto ConsultaSalarial®. Foram mencionados PLR, Participação Acionária, Lump Sun, Hiring Bônus, Programa de Assistência ao Empregado, entre outros. Benefícios como home-office, day off e short friday também foram mencionados.

“Se a empresa possui um talento ou potencial talento, mas não tem uma vaga aberta para promovê-lo, existe hoje no mercado algumas alternativas para bonificá-lo de forma a buscar a sua retenção até que surja uma oportunidade”, explica Marco.

Por fim, um comparativo entre as cidades de Valinhos, São Paulo, Vinhedo, Campinas, Sorocaba, Indaiatuba, Salto e Itu apresentou fatores como PIB (Produto Interno Bruto), renda per capta, qualidade de vida, entre outros indicadores.

 

O próximo workshop de remuneração será realizado em Vinhedo. Em breve mais informações serão divulgadas. Fique atento!

 

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