Você trabalha sem querer ou de propósito?

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Essa época do ano nos traz muitas reflexões. Parece um pouco clichê, mas realmente é quando refletimos sobre tudo que o ano passado nos trouxe e nos permitimos planejar novos recomeços.

Por isso, os próximos dois posts do blog carregam um pensamento consigo: vamos refletir sobre nossas escolhas até aqui.


Em parte do legado que deixou para nós, Aristóteles defendeu que tudo é baseado no ato e na potência. O ato é a coisa em si e a potência é aquilo em que ela pode se transformar.

Por exemplo, uma semente é o ato e a árvore é a potência. A semente é o concreto, que você tem agora, e a árvore é a potência nela incluída – até o momento em que você a planta, rega e ela se transforma.

Pensando nisso, tudo que acontece na vida é fruto de um ato e uma potência. Ou seja, você pode ser como é, mas sempre pode se tornar algo diferente, melhor – é o seu potencial.

O ambiente profissional nos oferece uma oportunidade para desenvolver nossa potência. Para falar disso, é fundamental pensarmos também sobre nossos propósitos, que podem ser um caminho para esse crescimento. Não podemos falar sobre potencial, propósito e trabalho sem explorar também o sentido que nasce daquilo que fazemos e desejamos.

Geovana Donella, executiva de uma consultoria em governança corporativa e gestão de empresas lançou uma pergunta ao público durante o TedX São Paulo 2017: Você trabalha sem querer ou de propósito?

Percebe que é uma questão de escolha?

Muitos autores já exploraram essas questões, por exemplo Barry Schwartz em seu livro “O paradoxo da escolha”, lançado em 2004 e Roman Krznaric, em “Como encontrar o trabalho da sua vida”.

Ainda segundo Krznaric, independente de qual nossa empreitada na vida, buscamos sempre três coisas:

Sentido

Pode ser o dinheiro, o status, o valor emocional, etc. TUDO precisa ter um sentido para nós. Sobre esse tema, Viktor Frankl é um grande mentor para nós, conheça mais da sua história aqui.

Intensidade

Aqui resgatamos o debate sobre ato e potência de Aristóteles.  Não adianta, estamos sempre desejando enriquecer nossa experiência de vida, dar potência a elas.

Liberdade

Ninguém deseja ficar preso a algo, isso vale para uma dívida muito longa e para um trabalho indesejado. Se nos sentimos amarrados, forçados a algo, questionamos com frequência o motivo pelo qual fazemos algo.

Aqui tem um texto do Barry Schwartz que nos faz pensar sobre por que nós trabalhamos. Vale a pena estender essa reflexão!


Na semana que vem vamos explorar algumas bases psicológicas que servem como fonte de motivação para encontrarmos significado no trabalho.

Esperamos você. Até lá!

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