Remuneração acionária dá sentimento de pertencimento e motivação aos colaboradores

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Empregar a remuneração funcional, ou seja, remuneração mensal, como único modelo de pagamento para os colaboradores é pouco para as empresas que querem promover uma orientação estratégica ou voltada para resultados. Uma das soluções é focar na união de diferentes métodos de remuneração, pensados e planejados levando em conta os objetivos da empresa e os anseios de seus colaboradores – sendo um fator de atração, motivação/engajamento e retenção de profissionais. Por se mostrar bastante estratégica, uma das possibilidades que mais tem atraído as companhias é a participação acionária, que nada mais é do que dar ao colaborador uma fatia do negócio da organização. Batemos um papo com Marco Schanoski, diretor da Carreira Muller, para entender melhor os benefícios dessa prática para as organizações.

 Confira a seguir um panorama geral da prática no mercado!

Tipo de empresa e aplicações

 No Brasil, o equity é mais comum em empresas de capital aberto e costuma ser oferecido em duas modalidades:

Stock Option – em que os funcionários recebem opções de compra de ações, se elas se valorizarem eles podem vendê-la; se não, eles não exercem as opções de vendas e não perdem nada – e o Performance Share, em que a organização oferece um lote de ações ligado a uma meta num período determinado e, quando as metas e os objetivos são alcançados naquele período estipulado, os funcionários recebem em dinheiro o equivalente ao número de ações e fica sem os papéis.

O objetivo

O objetivo é estimular o comprometimento e motivar aqueles que são elegíveis a maximizar o retorno dos acionistas, além de reter bons profissionais. Portanto, eles devem representar um alinhamento dos interesses entre executivos e acionistas, ampliando a visão para o longo prazo de forma empreendedora e sustentável, e estimulando a melhoria da produtividade e rentabilidade. Para que isso aconteça, o desenho de um bom programa de incentivos deve exigir metas, condições e prazos de carência (vesting), estabelecendo-se a perda do direito de posse caso o executivo saia da organização antes do direito pleno.

Cargo e Perfil do profissional

Geralmente o benefício é extensivo aos profissionais chaves e estratégicos como Presidentes, Vice-Presidentes, Superintendentes, Diretores e Gerentes Sênior. Mas é preciso analisar outros fatores além do cargo antes de propor a participação acionária: é imprescindível avaliar o quanto ele é fundamental para os negócios da organização e considerar quais são seus reais objetivos, isto porque, caso as suas metas não estejam em sintonia com as da organização, é melhor não fazer a proposta.  Assegure-se também de que seu plano de ações e/ou opções e as metas individuais de longo prazo sejam realmente interessantes e desafiadoras, senão quem não logo perderá o interesse será ele.

Como deve ser o acompanhamento desse profissional depois que ele se torna sócio da empresa?

É fundamental que a participação não esteja simplesmente vinculada a valorização dos papéis no mercado, mas também a metas de longo prazo. É o que chamamos de pacotes mistos, ou seja, ao invés se calcular o valor das ações oferecidas simplesmente pela oscilação dos papéis na bolsa mais os dividendos, avalia-se também o resultado individual e o lucro.

Com o objetivo de se evitar as acomodações, há organizações que oferecem novos pacotes todos os anos na esperança de que a bolada do ano seguinte seja sempre maior do que o dinheiro já garantido, criando-se assim um incentivo para que os executivos sigam buscando melhores resultados.

 

Carreira Muller | Construindo Sentidos

 

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