É possível identificar a sinergia de estruturas para agrupar cargos ou áreas?

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Durante a realização de projetos de consultoria, somos constantemente abordados com a seguinte pergunta: até que ponto é possível agrupar cargos ou áreas dentro da empresa?

Antes de trazer a resposta, entendemos que muitos outros questionamentos acompanham essa dúvida inicial. Será que o mercado também pratica esse agrupamento? É realmente vantajoso reduzir a quantidade de cargos?

Antes de mais nada, é importante pensar na sinergia do negócio.

“Nem sempre é interessante agrupar cargos. Em muitas situações, as nomenclaturas são parecidas, mas as atividades se diferem. É comum encontrarmos empresas que se apoiam nesse agrupamento como forma de reduzir a quantidade de cargos e, consequentemente, reduzir custos. Porém, essa é uma via de mão dupla e até uma certa ilusão, pois reduzir cargos não tem relação direta com a tão esperada redução de custos”, comenta o consultor de remuneração da Carreira Muller, Bruno Barbuio.

Ou seja, pensar na redução pode ajudar a eliminar cargos duplicados ou muito parecidos – e isso faz parte da organização da estrutura da empresa. Porém, ao mesmo tempo, não basta só unificar funções, é preciso atentar-se à sinergia entre áreas, evitando problemas como, por exemplo, o paradigma salarial.

“Empacotar as nomenclaturas não produz um time de ‘multifuncionais’. Padronizar os nomes dos cargos não significa que o funcionário possa ‘jogar em várias frentes’. Ele precisa jogar em seu campo, de acordo com as complexidades que sua função exige, na área onde ele está localizado”, explica Bruno.

Em outras palavras, um Analista de Contabilidade se difere de um Analista Fiscal e, mesmo tendo nomes semelhantes para os cargos, as atividades envolvidas são completamente diferentes. Chamar ambos de Analistas não é o problema, desde que as descrições estejam claras.

“Trabalhar com essa junção de nomenclaturas precisa gerar uma preocupação no RH com a descrição de cargos. É nesse documento que é possível ‘quebrar’ as atuações de acordo com as atividades. Por exemplo, o cargo de Analista de RH é muito amplo. Qual é a especialidade desse Analista? Em qual área do RH ele atua? Se a empresa colocar todo mundo no mesmo pacote, como vai diferenciar isso na descrição? É um exercício que pode parecer básico, em um primeiro momento, mas é de extrema importância gerencial”, completa.

Outro fator a considerar é a remuneração desses colaboradores. A unificação de nomenclaturas pode dar certa flexibilidade à gestão, mas é preciso avaliar com atenção se as atividades daquele grupo são equivalentes e se justificam um tratamento salarial semelhante.

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1 Comentário

  1. José Francisco D´Annibale disse:

    Concordo com a abordagem do artigo. Títulos (ou prefixos) não representam a mesma função, pois um Gerente de Serviços Gerais não se equivale a um Gerente de Projetos, embora ambos sejam Gerentes. O que vale nesse agrupamento é o valor do cargo (pontos ou critério semelhante) pois é muito comum, por exemplo, você encontrar Analistas em vários grupos pois atuam em funções diferentes, com valores e responsabilidades diferentes.

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