O BP precisa entender de remuneração?

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Sim! Somando-se a ideia de que o Business Partner precisa “entender de tudo um pouco”, é de suma importância que as equipes de BPs, em cada área de atuação, sejam mistas em conhecimento, como uma composição mesclada e multidisciplinar das especialidades do RH. Ou seja, porta-vozes entendedores do assunto, capazes de unir o viés técnico do negócio com o panorama organizacional.

Essa preocupação surge, justamente, devido ao ajuste do foco da atuação do Business Partner para a gestão do capital humano.

Numa empresa de grande porte, o RH corporativo precisa estar presente nas diversas áreas de negócios e, assim, atender demandas específicas. Fisicamente, isso é praticamente impossível. Por isso, os Business Partners são eleitos para essa atividade, assumindo uma parceria estratégica. Recentemente, as atividades deste grupo se voltam também para temas ligados ao impacto das pessoas dentro da empresa.

Discussões como essa pertencem à evolução do modelo tradicional de recursos humanos, o RH 3.0. Segundo Mike Barriere, sócio da consultoria empresarial norte-americana McKinsey, desde as alterações propostas pelo RH2.0, o BP só vem ganhando relevância na parceria do negócio.

Em entrevistas ao portal da Revista Exame, Barriere explica:
“O RH 3.0 significa a evolução do departamento a um nível que, com a ajuda da tecnologia, de ferramentas e de sistemas de people analytics, permite fazer muito mais na gestão de empregados. O business partner transforma-se num conselheiro de talentos, trabalhando junto com os líderes de negócios […]. É preparar o funcionário não só para hoje, mas também para o futuro. É deixar a área de recursos humanos muito mais ágil”.

Por conta dessa multidisciplinaridade, é fundamental que o BP perceba que a remuneração também é uma oportunidade de olhar com atenção para a gestão de pessoas, seja na identificação de talentos e trajetórias de carreiras ou na utilização dos salários como forma de reconhecer e motivar equipes.

Diante desse novo cenário, é de suma importância que o BP assuma um certo “senso de dono”, aprimorando seu perfil analítico para representar as áreas em diversas frentes – isso engloba o caráter generalista e, principalmente, a percepção mais específica de todas as possibilidades dentro do RH, da contratação de pessoas à gestão de um plano de cargos.
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Quer entender mais sobre a atuação do Business Partner? A Carreira Muller possui um post que pode te ajudar! Acesse aqui.

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