Lump Sum: alternativa para recompensar talentos que aguardam promoção

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Sabe quando um potencial talento é identificado na empresa, mas não há vaga disponível para promovê-lo? É uma situação complicada, pois a possibilidade de perder um colaborador excelente é ruim para qualquer empresa. No entanto, existem algumas estratégias de retenção de talentos utilizadas no mercado, que podem manter o funcionário na empresa motivado e feliz, mesmo que ele não seja promovido. Uma delas é o Lump Sum!

A prática consiste em um pagamento anual único, geralmente feito no final do ano junto com o PLR (Participação nos Lucros e Resultado). “Caso um bom funcionário de nível júnior chegue ao final de sua faixa salarial, mas não há vaga para promovê-lo a pleno, utilizar o Lump Sum para não perdê-lo e mantê-lo produtivo é uma ótima opção”, explica o diretor da Carreira Muller, Marco Schanoski.

Além disso, esse bônus também pode ser usado como forma de premiação pela condução ou implantação de projetos, entre outras aplicações. Embora possam existir outras formas de utilização, o Lump Sum é mais comumente usado para recompensar e motivar talentos enquanto aguardam por uma promoção.

O cálculo para saber de quanto deve ser esse bônus é bem simples.  Basta ter como base o valor que o colaborador teria de aumento caso fosse promovido e multiplicar por 13,33, o que equivale aos doze meses de salário, o 13° e o 1/3 de férias. Por exemplo, se o profissional recebe um salário nominal mensal de R$ 5.000,00 e, por uma eventual promoção, o salário passasse para R$ 5.750,00 (15% de aumento por mérito), teríamos um montante de R$ 9.997,50 de bônus.

“De modo geral, este valor pode ser pago à parte, por meio de uma parcela anual única no final do ano. Ela pode ser vinculada ao PLR ou creditada em folha de pagamento. Neste caso, ele terá incidência de toda a tributação previdenciária e trabalhista. Tudo sem incorporar ao salário”, esclarece Schanoski.

Apesar disso, é importante tomar alguns cuidados no momento de conceder o bônus para evitar problemas futuros. “Não é recomendável dar a gratificação durante dois anos seguidos para o mesmo colaborador, pois, neste caso, pode se caracterizar como salário durante um processo trabalhista”, explica Schanoski.

Ainda de acordo com o profissional, o Lump Sum é uma prática pouco difundida no Brasil. Embora algumas empresas façam algo parecido, desconhecem os valores praticados pelo mercado. No entanto, vale ressaltar que esse bônus é bastante comum entre as empresas que estão na lista das melhores para se trabalhar, divulgada pela revista Exame.

 

 

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