Deflator salarial ou pesquisa de mercado?

Meritocracia X colaboração
01/11/2018

Trabalhar com deflator salarial nem sempre é o mais indicado. Na verdade, ele é muito útil quando não se tem amostragem suficiente para determinar uma divisão entre quartis* e apurar diferenças de cargos, quando não há orçamento para uma pesquisa mais customizada ou quando a empresa está localizada numa região muito isolada, distante de outras indústrias que serviriam de parâmetro.

Se nenhum desses casos é o seu, o melhor mesmo é investir numa pesquisa com amostragem significativa com, pelo menos, 12 empresas (entenda mais aqui), porque isso permite uma investigação mais aprofundada. 

Por exemplo, sabemos que os diferentes níveis sofrem diferentes influências de mercado (confira imagem ao lado).

Imagine, então, o que aconteceria se comparássemos os cargos de uma empresa da região de Campinas com as do Vale do Paraíba, aplicando, simplesmente, um índice de deflação salarial. O impacto para a Gestão seria quase que sutil, mas, no caso do time Operacional, prejudicaria a estratégia de remuneração, porque a correlação entre salários e regiões é maior.

Quando a consultoria de pesquisa possui uma base de dados abrangente, o deflator nem sempre é o melhor caminho, já que deixa algumas particularidades de fora da análise. Com a base de informações, outras análises são possíveis como benefício, tendências, práticas de ICP etc.

Como usar os deflatores de salários corretamente?

Para começar, não fazer uma média entre todos os níveis é o mais indicado, porque, como já dissemos aqui, o grupo operacional tem um deflator diferente do grupo de gestão. Por isso, dizemos que conhecer a região é melhor do que aplicar o deflator.

Consultoria de pesquisa

Contar com a parceria de uma consultoria é totalmente viável, desde que a base utilizada alcance o maior número de regiões. Quanto maior a capilaridade de informações, mais estatístico é caminho.

Imagine utilizar um deflator nacional para tratar regiões totalmente diferentes em questões salariais, como, por exemplo, os estados de São Paulo e Minas Gerais. Os salários em Minas ficariam deslocados do mercado regional real, pois seriam totalmente influenciados pelos dados paulistas. Mais que isso, só o Estado de São Paulo tem comportamentos particulares em várias regiões.

Para casos assim, em empresas com muitas filiais o deflator de país pode até ser aplicado mas, nem sempre, isso é o suficiente.

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