Como lidar com o Turnover

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A rotatividade dos profissionais nos últimos anos vem se acentuado bastante e se tornou, portanto, um desafio para as organizações.

No cenário atual parece cada dia mais difícil reter um talento, seja pelo mercado aquecido, que veio oferecendo diversas oportunidades, ou por conta da chegada da Geração Y, que herdou um comportamento e um desejo constante por novas experiências, sejam elas profissionais ou não, o que acaba afetando a regularidade de entrega nas companhias em que atuam.

Eis que surge o turnover. E agora, o que fazer?

Há diversos fatores que podem contribuir para a satisfação e comprometimento das equipes de uma empresa, entre eles:

Plano de Carreira:

Oferecer perspectiva de crescimento é um dos principais fatores de retenção, e empresas com planos de carreira bem estruturados atraem e mantém profissionais, além de levar os índices de turnover abaixo de outras empresas. Portanto, um planejamento é bom para o profissional, que sabe o caminho a seguir para se alcançar o que almeja, e também para a empresa, que terá uma gestão muito mais preparada para conduzir o capital humano com mais inteligência.

– Motivação:

Motivar um colaborador é imprescindível. Dar a ele novos desafios, novas atividades e garantir seu crescimento, através aconselhamento, de cursos e planejamento de carreira, é uma boa pedida. Além disso, estimular a pró-atividade e a utilização de toda a capacidade dos profissionais no trabalho é essencial.

Remuneração estratégica:

É uma ferramenta de gestão de pessoas e não apenas algo operacional. Hoje, ela é considerada estratégica no recrutamento, retenção, desenvolvimento e engajamento de profissionais, além de ser um elemento extremamente importante para a felicidade dos colaboradores e também para a boa gestão de pessoas das empresas.

Capacitação profissional:

A empresa deve estimular o colaborador a se desenvolver e a crescer, incentivando a realização de cursos, participações em palestras e tudo o que for interessante para o seu amadurecimento profissional. Seja por meio de cursos in company ou pelo incentivo à busca por MBAs e especializações, tal posicionamento demonstra a preocupação da empresa com a evolução de seu quadro de funcionários.

– Clima organizacional:

A forma como os colaboradores se relacionam com superiores precisa ser sadia para garantir a vontade de estar em uma empresa. O feedback, positivo e negativo, mostra para quais direções é preciso caminhar e garante menos frustração por falta de retorno sobre as atividades exercidas. É preciso criar uma sinergia para manter e aperfeiçoar o quadro profissional de uma empresa.

– Qualidade de vida:

Atualmente, o aumento de salário não é o maior desejo dos trabalhadores; valores intangíveis podem ser muito mais valiosos para as pessoas, que enxergam na qualidade de vida uma recompensa maior do que o dinheiro. Nesse sentido, é preciso ter planejamento e práticas desenhadas exclusivamente para o perfil dos profissionais da empresa para que, de fato, agreguem qualidade de vida em suas rotinas.


Turnover, o grande vilão?

É importante frisar que o turnover não pode ser considerado como um grande vilão. Na realidade, ele é válido para as empresas, desde que controlado. Um estudo realizado pela Carreira Muller no ano passado mostrou que um índice considerado saudável gira em torno de 2% a 3% ao ano.

Isto porque trazer novos funcionários significa também novas ideias, e manter-se competitivo no mercado, além de não colocar em risco a saúde financeira de uma empresa, uma vez que, quanto mais tempo de ‘casa’, mais o funcionário irá querer ver-se valorizado e, com isso, maior o salário e benefícios.

Entretanto, caso o índice seja maior que 3% ao ano, pode acarretar despesas não esperadas para as empresas, que também gastam tempo entrevistando e procurando novos candidatos para a vaga, sem contar a possibilidade de processos trabalhistas a cada nova saída do colaborador. Além disso, é um indicador que há melhorias urgentes na companhia: falta de competitividade, benefícios e salários menores em relação aos concorrentes, ambiente desagradável, ausência de reconhecimento e desenvolvimento profissional são algumas das possibilidades.

 

Carreira Muller | Construindo Sentidos

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