Como a remuneração pode ajudar a fortalecer a gestão

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Os índices econômicos do início deste ano já apontam para as perspectivas de retomada nos negócios. Com destaques para algumas áreas em específico, que têm relação com abastecimento mundial de insumos ou então parcerias com órgãos públicos, a economia brasileira começa a dar os primeiros indícios de que a crise está ficando para trás.

Esse cenário alimenta muitas expectativas quanto ao desenvolvimento de carreiras, as tratativas salariais e as movimentações de mão de obra. Tudo isso gira em torno do RH.

A revista Você S/A selecionou 150 empresas que foram destaque em 2017, segundo os seguintes critérios: melhores notas de Índice de Felicidade no Trabalho*, empresa revelação, presidentes mais admirados, destaques nas práticas de RH e melhores setores.

A publicação traz o panorama das análises de cada empresa em destaque, apontando os pontos positivos e negativos de sua gestão.

Organizamos todos os apontamentos de melhoria num ranking para tentar entender a dor do RH, sob a perspectiva do profissional de remuneração. Escolhemos as três primeiras para comentar.

Benefícios

Já nas primeiras páginas da publicação, é possível notar que as insatisfações com relação aos benefícios ganham em disparada. Com 54 menções, os colaboradores apontam deficiências na administração e implantação dos planos de saúde, auxílio-creche, vale-refeição, alimentação, previdência, entre outros.

Os benefícios fazem parte do conjunto da “remuneração total” juntamente com os salários, adicionais fixos e incentivos de curto prazo. Justamente por isso, são peças importantes na composição dos valores tangíveis na estrutura.

Pensar nesse item como recurso da administração de cargos e salários melhora a qualidade de vida dos colaboradores e ainda não gera impactos nos encargos da empresa.

Planos de Carreira

Em segundo lugar no ranking de melhorias estão os planos de carreira. Quando a economia se reaquece, é natural que a atenção se volte para as perspectivas individuais de crescimento profissional, porque o cenário fica mais competitivo em mão de obra – a empresa trabalha para manter os times motivados, enquanto estes trabalham para manter-se alinhados com as expectativas do mercado.

As empresas vêm de um período desacelerado de crise e, por isso, é natural que tenham diminuído o ritmo dos investimentos nas trilhas e carreira. Sendo assim, parte da insatisfação dos entrevistados é ancorada num movimento natural econômico. Claro que, ao ler os dilemas relatados na revista, também são apresentados casos onde o sintoma é crônico e há, realmente, pouca aplicação dos planos de gestão de cargos e salários.

A visão estratégica de que a política de crescimento associada às faixas salariais fortalece a gestão de pessoas é importante dentro do RH!

Avaliação de Desempenho

Atreladas às queixas relacionadas à administração dos planos de carreira, estão as avaliações de desempenho. Muitos colaboradores não enxergam justiça salarial e muito menos recebem feedbacks sobre sua atuação e performance – e é nesse ponto que está um dos principais cernes da desmotivação: a falta de transparência.

Os times, assim como a gestão, precisam estar munidos com informações estratégias e analíticas, desde aquelas que abrangem o negócio e o desempenho dele no mercado, até aquelas ligadas ao desempenho dos profissionais e dos setores. Alimentar dúvidas nesses quesitos, abre margem para questionamentos infundados sobre os salários, as metas e as carreiras – resultando no desengajamento. O colaborador precisa entender para onde está indo e abraçar sua caminhada dentro da empresa, ciente dos altos e baixos. Um dos caminhos para desenvolver isso é a avaliação de desempenho.

Essa atividade é o termômetro da organização. Quando ela não vai bem, o sinal de alerta se acende.

Muitos outros tópicos foram abordados na pesquisa da Você S/A. Confira o ranking, elaborado pelo time de comunicação da Carreira Muller, com os top 10 desafios do RH:

Ranking Tópico

Benefícios
Plano de Carreira
Avaliações de Desempenho
Treinamento interno
Feedback
Comunicação
Home Office
Recrutamento Interno
Trilhas de Carreira
Administração/comunicação de metas
Diversidade de mão de obra (mulheres, pessoas com deficiência física)
Remuneração Variável
10º

Integração, melhoria de processos e satisfação interna

*O Índice de Felicidade no Trabalho é medido de acordo com as percepções dos jornalistas que entrevistaram o grupo de empresas selecionadas, o momento do setor e da companhia.

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