Com a recessão, o que mudou em relação aos benefícios concedidos?

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Vivemos um momento de recessão que teve um reflexo direto na redução do faturamento de empresas por todo o país, e gerou consequências sentidas diretamente pela companhia e seus colaboradores. Além de ajustes de quadro, jornadas e salários de colaboradores, foram sentidos impactos nos programas envolvendo Benefícios, que começaram a ser revistos ou cortados (mais abaixo você poderá ver as principais mudanças envolvendo as concessões de benefícios).

Para nós da Carreira Muller, isso não é surpreendente. Em momentos incertos, revisões são sempre previstas e suas consequências nem sempre tão positivas – na crise, as ordens costumam ser para redução de custos, ou seja, ações emergenciais e paliativas são tomadas para aliviar a situação, e os impactos em benefícios são bastante significativos. “O que realmente surpreenderia seria uma empresa que contasse com planejamento que contemplasse esses programas e que ele fosse constantemente revisto, como uma medida profilática mesmo, em momentos de prosperidade”, afirma Marco Schanoski, Diretor da Carreira Muller.

Assim, em um cenário turbulento como o atual, as decisões poderiam ser menos drásticas e os seus impactos seriam diluídos, pois existiria a possibilidade de analisar a situação com mais discernimento e escolher o que precisará ser alterado. Sem esse planejamento, “cortar” tudo deixa de ser uma opção para parecer a única para muitas companhias – e os impactos são sentidos por todos generalizadamente. Mas calma, isso não significa que é preciso mudar suas políticas de benefícios a todo momento, mas, sim, que você deve considerar uma reavaliação periódica, questionando ações e resultados – falamos sobre as vantagens de questionamento constante em outro artigo aqui da Carreira.

Aqui cabe dizer que independentemente do momento em que forem realizadas, as revisões das práticas relacionadas a benefícios precisam levar em conta os objetivos da corporação. Assim, o RH precisa se questionar se está oferecendo benefícios atrativos sempre se baseando na estratégia da organização. “A melhor estratégia para as empresas será sempre adotar uma prática de benefícios adequada ao seu tipo de negócio e aos planos de médio e longo prazo. Por exemplo, se o turnover acentuado é objetivo da empresa, então o natural é não conceder planos arrojados de previdência como benefício. Então é necessário esse alinhamento entre a estratégia da companhia e o que será oferecido”, conclui Schanoski.

 Sobre o Estudo

O Estudo Crise e Remuneração se baseou em uma pesquisa com 111 empresas que operam em todo o território brasileiro e empregam cerca de 400 mil funcionários, e tornou possível reunir as ações que essas organizações tomaram para suportar as adversidades que tiveram até aqui, além de viabilizar as tendências para os meses que seguirão.

No estudo abordou-se as empresas participantes para entender quais foram os movimentos de revisão e ajustes nos formatos dos benefícios. Por representarem uma oportunidade de redução de custos para a empresa, dos dados levantados, ficou claro que aqueles que passaram por maiores alterações foram Plano Médico, Transporte e Refeição.

Cenário do Plano Médico

. Principal item que compõe o pacote de benefícios

. É o que consome mais recursos financeiros

. Tem reajuste anualmente – em especial por conta da deterioração da saúde no país

Desde o segundo semestre de 2015:

26% das empresas revisaram as práticas desse item e 20% estudam a possibilidade de fazê-lo

35% consideram trocar o prestador para reduzir custos

69% consideram uma migração para a modalidade de co-participação

Cenário da Refeição

. Benefício de alto impacto financeiro – preocupação das empresas

. 8% estudam ajustes nos próximos meses

. 34% já fizeram ajustes: 55% foram ajustes padrões de contrato, 28% nos prestadores, 24% desconto em folha e 14% na modalidade

. 58% não vão ajustar o benefício

Cenário Transporte

Desde o segundo semestre de 2015:

. 16% das empresas revisaram as práticas envolvendo transportes: 27% alteraram o prestador, 9% a modalidade, 27% adotaram o desconto e 64% otimizaram as linhas

. 32% estudam a possibilidade: os ajustes poderão ser relacionados a modalidade do transporte, tipo de veículo, alinhamento de horário dos turnos de trabalho para otimização das linhas, otimização de percursos, entre outros.

 

Carreira Muller | Construindo Sentidos

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