Candidato com mestrado profissional é mais competente?

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Os cargos de gestão exigem profissionais competentes e com uma boa visão gerencial. É claro que quanto mais preparado ele for, melhor será seu desempenho e os resultados para empresa. Durante um processo de seleção, uma das maneiras de o RH avaliar se o candidato está ou não pronto para a vaga é analisar com atenção seu currículo. Um mestrado profissional é um ótimo indicativo de que ele é especialista no que faz e tem conhecimento sobre o assunto. Mas será mesmo que um mestrado profissional basta para fazer um profissional competente?

Números divulgados no último final de semana pelo jornal Folha de S. Paulo indicam que não necessariamente. O veículo de comunicação tabulou os resultados das duas últimas avaliações realizadas pelo Capes, órgão do governo responsável pelos cursos na área de pós-graduação. Os resultados mostraram que em 2013 somente 29 mestrados profissionais atingiram a excelência, de um total de 397 cursos. Em 2010, os considerados excelentes eram 25 de um universo de 243, ou seja, 10,3%. Para completar, na última avaliação do Capes 14 cursos receberam notas muito baixas e poderão ser fechados.

Os números mostram que apesar dos cursos de mestrados profissionais terem crescido no país, a qualidade deles ainda deixa a desejar. Por esse motivo, contratar um “funcionário mestre” não quer dizer, necessariamente, uma boa escolha para o cargo.

Vale avaliar tanto a escola em que o funcionário cursou a graduação quanto as instituições onde realizou cursos livres ou pós-graduação. Um profissional formado em uma boa universidade pode ser muito mais competente do que outro que, apesar de ter feito pós- graduação, não teve uma boa base no curso universitário.

É claro que além da análise do currículo, os RHs das empresas devem sempre ter em mão ferramentas que auxiliem no processo de recrutamento e seleção e exponham quais são as qualidades técnicas e comportamentais dos candidatos. Mas sempre vale lembrar que os cursos e títulos do currículo são bons indicativos, mas não suficientes para avaliar sua competência.

 

 

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