Matriz de flexibilidade sem riscos

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Aproveitando o embalo do tema do webinar Estruturação de Cargos Operacionais (você pode acessar a versão gravada, gratuitamente, por aqui), preparamos um post especial de “dúvidas frequentes”.

Confira abaixo algumas dúvidas que giram em torno de uma prática bastante comum no meio operacional: a matriz de flexibilidade.


Se um Operador I conhece os processos pertencentes à família de Operadores II, ele deve receber mais por isso?

Treinar o colaborador da família I na função do colaborador da família II antes de utilizar sua mão de obra é natural, porque possibilita que a empresa administre promoções e deslocamentos na trilha de carreira, para só depois pensar em alterações salariais. Diante de oportunidades de promoção, esse profissional pode ser considerado “o primeiro da fila”, mas antes disso, conhecimento adquirido não é sinônimo de aumento de salário. Então, a resposta é não.

Antes de qualquer evolução de cargo, o Operador I pode utilizar seu aprendizado para cobrir férias do Operador II, por exemplo, desde que seja pago um salário de substituição – nesse caso sim, um funcionário treinado para uma função específica pode receber a mais por isso, desde que assuma o posto de trabalho, provisoriamente.

Compreender a diferença entre cargo e postos de trabalho pode influenciar a matriz de flexibilidade?

Quando falamos em matriz de flexibilidade, é importante compreender o peso de cada posto de trabalho para que então, seja possível compreender até onde cada colaborador pode atuar com versatilidade dentro da sua família de cargo. Ou seja, cada família de cargo deve ter postos de trabalho com características similares de complexidade. E isso só vem através de uma estruturação e avaliação.

A gestão deve conhecer o DNA de cada família de cargo, que agrupa funções e postos distintos. Entenda na imagem:

Feito isso, a estrutura operacional ganha embasamento técnico para se utilizar da flexibilidade nos postos.

Há risco de passivo trabalhista quando falamos em substituição diária de mão de obra? 

Sim, há riscos não somente em casos de substituição diária de mão de obra, mas também quando a complexidade das atividades atreladas aos Operadores I e II se equivalem, as atribuições dos cargos ainda não estão bem compreendidas. Quando falta entender a composição das famílias, é preciso atenção, porque não há como delimitar a atuação de cada uma delas. Em outras palavras, a empresa fica fragilizada diante de qualquer argumento judicial.

Alguns processos produtivos não demandarão um número de famílias (I, II e III) extenso, pois a complexidade do processo não embasaria uma divisão de postos de trabalho suficiente para cada cargo. Criar famílias de cargo somente para pagar salários diferentes é um erro e abre margem para os passivos trabalhistas.


Ficou interessado pelo tema e gostaria de acompanhar um resumo da discussão do webinar? Clique aqui e baixe a compilação das perguntas e respostas registradas durante a transmissão!

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